Bambolib - Parte 2

Bambolib – Parte 2

Poema A Uma Atriz Pornô,
Jully DeLarge
Buscando formas perfeitas do imperfeito do subjuntivo
A exata sentença feita apenas com verbo e substantivo
Em instâncias e estâncias, aulas de erótica masturbação
Apresenta nas telas a histórica cena da erótica liberação.
Se em teus buracos, fendas rubras em delicias vociferas
Ruges feito santa e urges dos prazeres de todas as feras
Enquanto o poeta bebe do teu gozo em parcos prantos
Ressurges das eras por prazer de demônios e de santos.
Se representas a dor e encaras a víboras de olhos tensos
E em tua cama encontras algo além de desejos intensos
Acima de prazer a dor, muito maior que da pornografia
Desejo eu em poemas sujos muito mais do que a grafia.
Mas se lutamos em campos diferentes, o inimigo comum
Travamos as guerras contra aqueles que não são nenhum
E de fato nas letras e nas telas, com sexo ou com a poesia
Derrubamos a urros e murros a muros altos da hipocrisia.
Decifrar-te ou devorar-te, é a questão que ora me abunda
E entre lamber-te a depilada ou enterrar-me na tua bunda
Busco o prazer das palavras pelos cantos da boca escorrer
Enquanto aguardo a ninfa do clitóris de ouro me socorrer.
Vista a fantasia de libertina, ouça o chamado da pervertida
Chore por nada, derrame uma lágrima de prazer invertida
Que com minha poesia, falo rígido endurecido por ternura
Embriagado de tesão, cubro o rosto com o véu da loucura.
Barata Cichetto, 4/7/2016
A Buceta Da Deusa, Diz
Errante
Vem Ela,
O Puro Êxtase
Da Carne
Liberando suas
Correntes
Regenerando suas
Decadentes
escolhas…
Ressuscita sua
Selva,
Sua Terra,
Seus Átomos…
A Leoa
Abraçada com
A Serpente
Rebola, Rasteja, Serpenteia
Roda, Gira, Rodopia
Transmutando todo
Kaos nas
Badaladas do
Kosmos
E da minha
Buceta
Nasce a
Vibração e o
Som de vosso

Nome…

Por Jully DeLarge

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